sábado, 22 de dezembro de 2007

" Feelings through revelations "


I came to the world just to feel you breathing,just to open your horizons far away…

I came to the world only to understand you,just to find your fears into the walls…

I came to the world just to guide you,only to stand by you in spaces of darkness…

I came to the world only to care about you,just to reach you when nobody cares…

I came to the world just to give you strength,only to protect you inside the storm....

Nevertheles I still try to find if my life has a meaning in your world,if my quest is yours…if my pain can be heard,but there’s too much darkness in my way ,so the silence is the key to my pain waiting for a sign that will never come…a sign that you still wait me,but that is only life tricking me as always…..still I dream about the day you will come through the mist……the only revelation in life forever….

sábado, 8 de dezembro de 2007

"Times like these,i wish to be buried in the sand!"


I always think about how it would be buried in the sand,free from all the misery,free from my pride ,my sin ,my waste of life…I know that you are outside but you can´t come,im the one to blame,im the other side forbidden to your breath…..im the real disaster,im an outcast sent to the reign of the madness,sent in despair ,sent in freeze.
I would like the scorpions would take me away to the tumb,away of your life,away of your breath,far away, in the end ,in the limits of the Earth….how I wish become into dust ,dust that would touch you ,touch your skin,your deep inside like an organ hide, waiting to be discover…..waiting for a meaning,but my fade is to suffer in secret in the dark,waiting for your call…..like an illusion i will be grabbed through the air …into the sky,carried by your fly into the starry Heaven on Earth…so we will be together till the end of times,without sorrow or pain till there is no Moon……


Bahebak,habeby…

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Revisitar-te neste dia!*


As tuas palavras escritas com o teu mais profundo ser ainda ecoam no meu intimo angustiado…. teu poder genial ainda deslumbra o meu sorriso quando te penso,quando te toco alem do espaço e da vontade dos homens…..tu és a força que me impele a não cair no abismo…mesmo longe,mesmo sempre ausente a tua essência caminha ao meu lado no caminho torturoso de não te ver,de não te ver pintar o arco íris,de não correr as pontes que sempre cruzamos num mundo de fantasia…..Ainda corro na busca da flor que me completou o dia …o dia da tua verdade,das tuas palavras que soaram a musica,do teu esplenderoso bater de coração que percorreu eras sem fim.
Neste dia,eu descobri que ser feliz é um momento fugaz mas intenso e arrebatador..Em ti eu perco as diferenças e as distancias , morro e ressuscito na memória de um dia para te acordar,para te recriar além da fronteira profunda dos caminhos tão opostos que a vida nos impõe….Neste dia ,eu celebro o teu viver , a tua marca que se impregnou em mim de forma silenciosa mas permanente até ao dia em que tu abrires de novo o livro da minha vida.Livro que recomeçará na encruzilhada dos naufrágios do mundo sonhado sem retorno,num dia em que o mundo parou nas trevas mas que para mim se fez luz!


“Nunca esquecerei o melhor de ti,meu amigo de sempre e para sempre!”

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

The refuge beyond time!


Through the emptiness of the vast corridors of this hard and wild world i can find some meaning..I can find a way of reaching your skin where nobody can…through the limits of the loneliness I can hear your voice in the night of despair where only I can seek you in the dark.I keep fighting time ,space ,abysses and wells of another dimension just for us…
Through the darkness I can not pretend that your breath cant be mine,but I will fight till the end of times for having the right of only touching you as if the sun almost touch the moon and live forever in our refuge far away from pain and the sorrow because in our world they cant reach our special way of loving beyond the land, the sea and the universe
Through the madness of love we can find a way of tricking time and be together as one, where nobody may hurt us anymore because our shelter is a bless in the tides of incomprehension….

domingo, 28 de outubro de 2007

" Urbe de néons "


Como um predador pronto a atacar a sua presa,o brilho ofuscante da cidade penetrava na sua pele como se esta fizesse parte daquele mundo tão deslumbrante e tão traiçoeiro. Era sempre atraída por um beco lamacento infestado por cheiros atordoantes e viscerais que a mantinham presa sob o brilho esfuziante de um néon que teimava prostar se no seu caminho. O seu poder era tal, que mesmo na sua cama de pensão de terceira categoria,teimava em ofusca- la com o seu intenso brilho tirando lhe a vontade de se perder em outros voos de tal forma que os seus sonhos eram povoados por eles. Num sono angustiante em que a realidade confundia se com o seu sofrimento,esta corria por entre labirintos escuros ,por névoas da noite aonde se escondiam os seres mais miseráveis do outro lado da cidade e a vergonha que os outros tentavam esquecer,mas corria sempre á procura de algo ainda não definido mas que cada dia e noite que passava era mais intenso,misterioso e real….Estaria a enlouquecer? Qual o significado do néon que a perseguia e atraia para aquele lugar infecto ? Tantas questões que a perseguiam até que numa noite de chuva e de sombras a verdade veio ao seu encontro. O néon teimava na sua missão de a atordoar,de a massacrar e vindo não se sabe de onde uma voz rouca e indistinta saía daquela luz cintilante misturada com sons vindos das esquinas e das travessas ,mas que aos poucos tornava se como um apelo cada vez mais forte. Como um autómato,abriu a porta e lançou se no escuro, a chuva caía como se fosse um bálsamo, o medo e ao mesmo tempo a ânsia de saber o que lhe iria acontecer martelava a sua mente,mas seguia o seu caminho. Dos telhados saíam ruídos,das portas suspiros e das pedras da calçada alcatrão e água que se infiltrava pelo seu corpo. Sentia elevar se no ar e uma calma apoderou se dela e só um pensamento lhe assaltava… Estava na hora de enfrentar os factos,estava no momento que sempre temeu…Enfrentar a dura realidade se encontrar de vez,de deixar de fantasiar e viver um sonho que nunca poderia ser seu,virar as costas a um presente que lhe fechava as portas,mas que devia perseguir um novo caminho. Ali á sua frente,estava um muro difícil de escalar mas não impossível e iria escala- lo até as ultimas consequências. Havia chegado ao fim da linha,não queria mais esperar por algo que nunca viria,não queria mais pensar que teria algum valor. A dor de ser esquecida era demasiada perturbadora e despedaçava -a por dentro á medida que os dias infindáveis e as noites de tormento a faziam olhar cada minuto e a cada segundo por um sinal mínimo que fosse que tinha importância. Na realidade, a verdade estava ali a pedir para ser reconhecida, pedia que uma vez na vida levantasse os olhos ,os ombros ,os olhos e a cabeça sentindo que não seria ela a perdedora,não seria ela a vencida. Todos os outros teriam de provar o fel de também serem um dia esquecidos,esperaria que um dia o espelho lhes revelasse que ninguém pode viver como uma rocha ,que ninguém tem o direito de enfiar a cabeça na areia e que muito menos não podem esquecer que cairão do pedestal do convencimento e do desprezo, porque um dia descerão ás trevas do coração traiçoeiro e ilusório. Nesse dia aprenderão que viverem por si mesmos e de banalidades não lhes trará a vitória sobre a vida mas a vergonha,o desespero e a desonra. Em frente o muro agora resplandecia,não jorrava mais lodo e podridão que o néon teimava empurrar ,mas agora este transmitia o seu verdadeiro brilho e como uma chuva de Verão,esta parou, e mesmo na escuridão daquela rua ela viu a sua nova verdade….tinha andado perdida mas agora retornaria ao ponto de partida e abriria as suas janelas em direcção aos néons que agora reflectiam um novo brilho…o brilho do recomeço,o brilho do lado belo de si mesma que a cidade lhe oferecia.Agora sabia o que fazer e como um acordar de um sonho,esta voltou ao seu mundo e arregaçou as mangas da vontade e foi ao encontro daquele néon que lhe oferecia um novo brilho naquela cidade tão cinzenta e dura!

sábado, 13 de outubro de 2007

And you are...


Walking by my thoughts during an unsual night of dreams,you came along quiet and smooth as a refugee of my own mind…suddenly without any storm or rain,your presence makes me wonder about the pleasure of being alive….
Nobody owns my mind ,nobody knows what is inside this bitter flesh and blood,but you can reach a piece of me as nobody cant and it scares me. Who are you? Why I feel a circle around me when I try to read you ? Why are you breathing towards me? As the wildness of the danger you came along through the late night bringing me amazing sights of the world but always closed in a ark of treasure twisting me in your cozy and mysterious way of being in the other side,not touching,not seeing and being forbidden but not to my imagination.As a clear day of sun,I know now,that the lines between us are mine and I’m not allowed to never surrender..So one day…you are…the price to pay of being from the other side of my screen and being the biggest mystery of all my dreams,which I’ve ever faced in search of a meaning!


“What if I say,im not like the others? im not just another one…I will never surrender!”

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

"Abadon"


Nos quatro cantos da Terra,há um burburinho crescente ,trombetas entoam entre as colinas e montanhas destinadas á desgraça e rios e mares estão revoltos no veneno do absinto. Seres que tinham uma missão de salvaguardar o teu paraíso perderam o direito por ouvirem o ecoar da mentira e da carne.A tua árvore do conhecimento e da vida perdeu se nas partes mais remotas das tuas entranhas remetidas ao silencio do seu criador.O Todo Poderoso,decretou os teus caminhos visto que a sua soberania foi manchada de sangue pelo teu inimigo,mas na sua eterna benevolência deu te a escolha para uso do teu livre arbítrio e de nada te valeu.Agora, o mar da humanidade,enfrenta os dois caminhos dispostos perante seus olhos como no passado os teus primeiros filhos sob o Sinai aceitaram a escolha simples de quererem serem teus ou do inimigo.Perante eles estava, o caminho da benção ou da maldição,mas nem o trovejar do teu poder ,nem a abertura de mares ou de abaixamento dos rios para a salvação, levou teus filhos á redenção: Agora, a luta final avizinha se como um raio que desponta de uma extremidade da tua criação á outra parte mais distante. Ouçam:o Rei reinante já está no seu trono ,beijai o filho ó povos orgulhosos da Terra se não quereis fazer parte do seus ais e das suas pragas:Fugi filhos dos homens,fugi e bradai a espada da justiça ao expor os erros.O vosso rei lidera a grei e tem as chaves do Abismo,mas é também o destruidor ,pois não mais tolerará injustiça no seu monte Sião,belo como o Carmelo em dia de luz e de neve:dele jorrarão favos de mel para a cura dos povos como nunca ocorreu nem jamais ocorrerá.O príncipe do teu reino chegou ,brada o teu pandeiro e grita de júbilo pois Abadon ,é o seu nome e do seu reino haverá paz sem fim até não mais haver Lua.Os teus filhos terão de forjar das suas espadas relhas de arado e das suas lanças podadeiras. Não mais aprenderão a guerra porque o teu salvador chegou e não mais entrarás no Hades e nem na Geena,porque o poder dos holocautos cessou.Rejubila e contempla, ele vem pelo poder do seu amor , pela sede da justiça e nas encostas do Megido ele traz as legiões contra as tuas tão obsoletas, e tu inimigo dos homens não prevalecerás porque ele o leão de Judá, é o cumpridor do pacto para todo o sempre!

Shalom,Aba Abadon!

sábado, 29 de setembro de 2007

A verdade do poder do silêncio!*

Ainda estou viva, ainda tenho forças para atravessar os infernos que me obrigaram a suplantar as mágoas e dores.Trespassam me como lanças venenosas,com espadas da incerteza perfurando o meu intimo e desejando a minha carne desfeita nas tuas mãos.Sim ainda estou viva e renovo forças no meu ponto de partida,no local aonde expulso os meus demónios ,as fraquezas e aonde lambo as minhas feridas.O meu lugar é árido e inóspito,alberga criaturas que me conhecem desde sempre e ajudam me a transpor me até ao fim do mundo.Lá não há normas e regras e nesse lugar sou mais filha de Deus e consigo ser ouvida,entoando o meu coração derramado ao sol.
O poder do silencio conforta me ,e eu rebolo no dourado do teu corpo e deixo me levar no cântico da tempestade em círculos alucinantes e entorpecedores No entanto,quando me elevas dentro das entradas do teu ser, eu sou uma árvore firme e disposta no calor do teu ventre esperando a redenção e ser digna de querer ser algo mais, do que um ser mesquinho e incompreendido.Cavo incessantemente por ter direito á tua verdade mais sublime,a verdade que todos buscam mas não acham,sendo esta como um tesouro ou um coral escondido nas areias das profundezas do teu aprazível lugar de descanso e sonho eterno!

Khaleek maaya, habeby!

sábado, 22 de setembro de 2007

A magia do músculo do teu peito!


Para onde foi a magia daqueles momentos em que o teu musculo do peito fazia acordar as estrelas em galáxias distantes e acorriam a ti como se fosses um marco na escuridão das profundezas da vida? Para onde foi a tua vontade de abrir e transpor os muros da incomprensao que nos devorava os dias e aquelas noites de outra dimensão?
Quantas vezes emocionada falava te em êxtase sobre o privilegio de observar uma catedral,um seixo na praia,o delírio de ler um livro ou um filme para não falar da sublime alegria de olhar o nascer e o fim do dia imaginando anjos a bradar de júbilo a Deus pela imponência da vida!
Como tu dizias que me entendias,como tu sabias do que eu falava….dizias que nunca iríamos nos deixar vencer pela incompreensão dos outros,que respirávamos com a mesma força,que mordíamos a vida com a mesma intensidade apesar da indiferença á nossa volta e nunca nos iríamos abater perante o outro lado do espelho!
A minha alma renovava se quando tudo o que partilhávamos não era com pressa ,nem com escadas rolantes mas devagar,passso a passo ,saboreando o teu compasso de vida .Quantas vezes afirmaste que pessoas como nos já não existem,que éramos os últimos rebeldes, que entendíamos o nervo da vida…lembras te ? o inominável,o monstro dos sentimentos e quão profundo tudo era ,ninguém jamais imaginaria tal difusão de tais sentimentos.! No fim do horizonte de um dia ,apenas nós procuravamos a medula do entendimento e fazíamos historia quando a nossa amizade suplantava todas as barreiras que sempre teimaram surgir na nossa caminhada.No entanto um dia o espelho não mais falou,não mais transpirou aquela torrente de animo que sempre me levou sem medo aos mais recônditos espaços da vida,e hoje o espelho está despedaçado mas uma réstia de luz reflecte em mim como se tu ainda vivesses no meu mundo ás vezes disperso e difuso mas ainda leio te quando escreves que sou uma verdadeira tempestade de areia no teu deserto!O pano abriu se e como um ramo dobrei me no palco da vida mas nunca me renderei!
Praat met mij! Cen kus in je handen!

domingo, 16 de setembro de 2007

Sallah alekom Fez!


Fez:Bela e distante numa Africa do norte...cidade do sonho e da fantasia...quantas vezes te vislumbrei em sonho e percorri as tuas ruas estreitas , as tuas paredes de cor da areia e de barro...minha cidade do coraçao...quantas vezes senti os teus cheiros a cuscus e a tintas em que moldas teus lenços coloridos e gilabes que escondem os teus belos olhos.Por ti sonhei e procurei a realidade ao enfrentar te um dia ...por ti percorri as mesquitas e os castelos das tuas entranhas e ouvi o teu chamamento de uma alta torre em que teus filhos declamam a Deus.Do alto da tua sublime beleza as aguias voam em direçao ao deserto dourado embalando me por entre os ventos e do sabor do cha a menta! Em ti conheci o amor que nunca terei e que gritarei nas brumas dos oasis....Serei sempre tua e tu seras sempre o meu refugio das terras dos meus ancestrais...Fez my dearest town take keep me alive forever inside your golden gates and streets...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Libertar-me de ti ! *




O que dizer quando todas as palavras sobre ti já foram declaradas na minha mente e coração? O que dizer quando a decepção atinge como um raio dilacerando as minhas entranhas do abismo?Tu eras o caminho da redenção,o lado oculto em mim,mesmo agora desvaneces em pó junto com as teias de aranha do silêncio....cansei me do desprezo,da incompreensão,pois agora não es nada perante tudo o que sempre enfrentei,eu sou mais eu e tu nada es afinal..." Apenas quero ver-te afundar ,para depois te salvar",e deixar-te no abismo do esquecimento porque vou -me libertar de ti....






As palavras que não foram ditas!

O teu amor e como uma chuva que da animo e força,o teu amor é a força das mares e dos trovões,es a imponência da natureza feita por um Deus de Amor…tu és a rota do meu caminho que sempre me leva a bom porto.Nunca naufrago quando estás perto e a vida acende se quando o teu olhar me desnuda…como es belo e diferente meu sentido de vida!
Es uma rocha de firmeza que não me deixa ter medo das tempestades que muitas vezes nos assola,mas tu com a tua presença dissipas o mal do meu caminho….es o farol em todas as noites e sem ti o sol não nasce….Pelo teu amor eu comemoro a vida cheia de prazer e cores..…És o castelo dourado das areias do deserto,e em ti estarei sempre em muralhas que me acolhem,dando me a poção inebriante das mil e uma noites….

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

mistério em mim !


Noite,abre os teus braços e toca me com o teu manto pois negra e suja me econtro...o que dizer sobre este misterio que habita em mim??porque ese segredo de ti me atormenta? qual o teu papel neste emaranhada e complexa criatura que sou eu?devoras a minha vida,consomes todo o meu alento e por mais que queira nao consigo despedaçar te e tornar me indiferente ao teu viver...o que fazer contigo já que es uma torre que me conforta o dia e a noite inteira? o meu segredo...nao posso ter te ,mas nem tao pouco posso deixar te....es um caso perdido .mas ao mesmo tempo a minha salvaçao.o meu refugio ,a minha maldiçao..sem ti eu nao posso tocar o colorido do arco iris e contigo nunca verei o maravilhoso climax de estarmos vivos mas so sabendo que existes me faz viver de novo para te perder...existes e quanto basta..segredo de mim que me alimenta e mata...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

“O passo final”



O mar vítreo resplandecia perante os meus olhos,olhos sem brilho,opacos,frios e dilacerados pela dor alucinante e feroz que lutava dentro de mim.Aquela espuma branca e deliciosa,chamava-me como uma dança apelativa e um som ecoava nos meus ouvidos como uma torrente de murmúrios angustiantes e ao mesmo tempo conhecidos de outras eras: -salta,salta,tu nada és,pedra fria,folha outonal que traz angústia e desgraça-dizia aquela voz difusa parecendo o som de mil trovões…eu tremia e os meus pés apartavam –se cada vez mais para o abismo,para aquele local cativante e ao mesmo tempo amedrontador,mas todo o meu ser dividia-se á medida que os pés se arrastavam para aquele frenesim de dor e prazer.
Um vulto sombrio e fantasmagórico abeirou-se dos meus olhos,estes ardiam não sei se de tristeza ou alegria,mas um navio de velas pálidas avizinhava-se rápido e certeiro no meu campo de visão.
Sentia a brisa cada vez mais arrebatadora e deliciosa completando um quadro que me exigia entrar nele levando descoberta e rasgando todos os reflexos e imagens de ti…
O navio que deslizava naquele mar esbelto,sedutor e convidativo era o caminho para suplantar a minha dor exigindo o passo final.A sombra,não mais me perseguiria,nunca mais correria em busca de redenção e perdão de mim mesma.Agora a verdade estava ali ,nua e crua a reclamar justiça e aquele quadro era a minha salvação.
Mergulhei sem medo,abri os braços á minha nova realidade e um turbilhão colorido de sensações faziam –me alucinar diante de uma majestosa visão e foi então que ouvi outra voz límpida,acolhedora sussurrando dizendo:- atravessaste a noite das sombras profundas do desespero,o teu corpo é agora uma árvore de ramo partidos pronta a florescer…bem-vinda ao refugio e a paisagem do teu desejo…ele te espera do outro lado …De súbito, acordei ,olhei em volta,apanhei os pedaços de mim e vesti-me pela primeira vez.Deparei com o horizonte e vi-te acenando no limite dos montes e logo compreendi sem ânsias e medos que poderia correr,correr como uma luz ténue em busca do teu pensamentoe habitar nele.