domingo, 26 de julho de 2009

*Rainbow cinzento*


Vislumbrei te num dia de escuridão e de amargura,num dia de desolação e desespero.Estava eu prescrutando os céus que me elevava em espiral e looping de êxtase quando começaste a ser primeiro uma mancha indefinida mas que foi crescendo ,crescendo,transformando se num cenário de potencia e magestade perante os meus olhos,olhos que so te viam entre o sonho e o horizonte……
Vislumbrei te no local que ambos exorcizamos os nossos medos, aplacamos o amor sem tempo,sem prazo ,sem sentido sujeitamo nos ao poder do vento sem nunca perder o tino do farol que nos iluminava nas noites so nossas……
Vislumbrei te com medo,com loucura,com todo o meu ser e rendi me a tua trova de cavaleiro dos tempos antigos que empunhava a sua espada pela minha honra num qualquer torneio entre o tempo remoto e o intemporal…..
Vislumbrei te entre os desertos e fortalezas que escondiam o nosso segredo ,segredo enterrado nos túmulos aonde animais rastejantes sabiam da chave……
Vislumbrei te num sonho infinito de prazer ,de volúpia misturado com a carne e espírito lutando pelo seu lugar entre as areias que nos assolavam e nos indicavam o caminho…….
Vislumbrei te aonde as aguas amam se entre as rochas escorregadias e viscosas apenas vigiadas pela nossa luz e corria para ti todos os dias para me fazeres nascer no alto da colina…
Vislumbrei te como o único que iria fazer historia comigo,fazer do mundo o nosso teatro,o nosso cenário aonde as grutas,a menta ,as dunas,o teu jogo ,o meu jogo só seriam desvendados quando um dia apenas te tocassem num jorrar de aguas que nos limparia e inundaria para sempre os nossos músculos que carregamos no peito…..Nesse dia de chuva e alegria faria de nos melhores,faria de nós o exemplo ,mas não…vislumbrei te tão mal,enganei me no tempo,baralhei o teu rosto,apenas vislumbrei o cavaleiro negro,vislumbrei apenas a sombra do que poderias ser….
Vislumbrei de alma aberta e limpa,joguei me das minhas asas para as tuas e deixaste me cair no abismo,viraste as costas quando a sombra da tempestade te marcou e nem deixaste a luz do nosso farol alertar o mar ,alertar o sonho e em espiral e caindo para a morte do fundo do mar em fiquei emersa numa estatua de sal,inanimada ali jazendo para sempre sem o teu chamamento mas ascendeste das cinzas para voltar a eles como um arco íris cinzento que abandona a batalha quando não mais quer ganhar……
O vislumbre era apenas um sonho,uma metáfora do que poderia ser, um véu enegreceu agora toda a minha vida e nunca mais sairei do meio do sal ,do meio da areia e la ficarei para sempre esperando o teu sinal…sinal que sei agora que nunca virá!

domingo, 12 de julho de 2009

" O reflexo do comboio"


Aqueles dias de correria e de alucinação ficaram para trás há muito e no entanto quando olho para traz só vejo dor e nostalgia .
Naqueles dias em que o mundo deixou de ter significado,naqueles dias em que so olhar te pelo reflexo da janelame fazia dormir no arco íris deleitar me no teu olhar.Sim num dia de nevoeiro vislulbrei te através de um reflexo fugaz da janela de um comboio…sim parecias esculpido em pedra,sim parecias um gerreiro vindo de uma batalha cansado mas vigoroso e um herói de todos os tempos.
No dia que nos enconteamos ,o teuu rosto ganhou luz e brilho e como se já nos conhecêssemos de outras eras embalamo nos um nos outro sem pressas e sem medos.
Quando dava para inventar uma hora,subíamos a escada,fechávamos portas e janelas e na penumbra do quarto inventávamos o amor,amor luminoso,amor reflectido nmas sombras,amor em que o tempo escasseava.Tudo o que fazíamos era para o momento,para ficar impresso dentro dos nossos corpos.
No meu pelo menos erae sabia que devia marcar te a ferro e fogo dentro das minhas estranhas.Bem no meu intimo,pressentia que o tempo esgotava se ,cada vez que tu vinhas ao meu encontro algo dentro de ti consumia a tua consciência,eu sabia que o nosso amor esrava fadado a ter um fim.O nosso amor? Não,o teu amor por mim ,não o meu amor por ti….seria amor?Promessas nunca foram feitas por ti e eu nunca as havia pedido.
À medida que os dias iam passando,o teu rosto não reflectia mais luz mas uma sombra tão escura que fazia sangrar o meu coração.
Ás vezes o teu olhar dizia tudo,outras vezes só o teu corpo falava de prazer e eu era embalada nesse prazer .
Após horas de amor e loucura naquela cama ,naquele recanto so nosso que já conhecíamos de cor senti a brisa do anjo que me indizia a perguntar te:-Será que temos futuro?O teu olhar a principio enigmático e maravilhoso ficou horivel e feio.Nao foram precisas palavras….algo dentro do meu ser despedaçou se.Lembrei me de uma frase de um filme famoso que dizia:”Se ao menos me amasses uma só vês o sol brilharia no meu coração por mil anos”.Pode soar a algo corriqueiro ou novelesco mas naquele preciso momento compreendi que era amor da minha parte,uma loucura,um tormento ,amor sem futuro,amor reflectido numa sombra mas que agora exigia a decisão final.
Afinal sou mulher de carne e oso e sangue cheia de ânsia de esperança e de prazer,alguém procurando um porto seguro uma ancora ,um caminho e eras tudo isso para mim.Será que eu merecia isso? Será que fui importante? Será que fiz a diferença?
Todas as minhas questões necessitavam de respostas.Nao me sujeitaria mais a ser alguém que poderias dispor aluem que te dava colorido á vida.
Esse dia tão esclarecedor colocou me perante duas decisões.
Seria eu a deixar de ver o teu reflexo no comboio?
Serias tu a dar o golpe fatal?
Eu queria mais e merecia mais.A decepção e a desilusão avizinhava se rápida e certeira…Seia melhor eu desferir o golpe…mas como se tu já eras o meu vicio mas também a minha dor,angustia e consciência pesada?
Durante dias vivi numa luta interior entre o meu lado carnal e o meu espiritual e consciente mas foi no entanto a foto que caiu da tua carteira que me fez cair como se fosse uma folha outonal que serviu para uma árvore que durante a Primavera e o Verão e agora seria lixo de rua.
Aquela foto exigia justiça e eu decidi sem mais pensar que a luz iria prevalecer sobre a sombra.Nunca mais apanhei aquele comboio que nos aproximou,tentei rasgar do meu coração todas as imagens de ti,lutei pelo meu direito a ser feliz.
A sombra nunca mais me perseguiria,agora os meus caminhos deveriam ser reflexos coloridos,procuraria a vida de braços abertos nunca mais seria a do outro lado.
Durantes meses mudei toda a minha vida,alterei os meus passos,vesti m de novo e apanhei o pedaços de mim.
Passou o Inverno e veio a Primavera e sentia me pronta para a vida e num dia de luz e de sol apanhei o comboio que não era mais o nosso mas o comboio da minha nova existência ,o local aonde expulsava os meus demónios aonde todos os dias reinventava e procurava o sonho.
A luz aparecia ao fundo do túnel,veloz e rápida pois fui de encontro ao porto seguro que tanto ansiava.Alguém sussurrou ao meu ouvido dizendo:” desculpe mas tinha que a conhecer,viajámos no mesmo comboio todos os dias ,fico sempre á sua frente,gosto dos seus olhos e acho que precisa de um amigo”
Estupefacção foi a palavra,a minha frente estava um homem com um olhar maroto e penetrante que queria ser meu amigo….Amigo…meu Deus,a vida estava a dar me uma nova oportunidade…eu havia chegado a bom porto e ancorado apesar de ter naufragado,ter estado perdida por muito tempo numa ilha deserta chagava de novo livre para atingir o arco íris….
Afinal a luz venceria a sombra…….