terça-feira, 1 de junho de 2010

" O som dos espaços vazios"


O meu coraçou continua revolto na escuridao do desprezo,uma cratera profunda apoderou se de mim,choro em desalento e frustraçao,morro todos dias tua lembrança,no teu cheiro,no teu olhar timido e receoso...será que nunca fiz a diferença? será que nao te fiz vibrar e pulsar a vida?

Será aque nunca acordaste desse sono atroz que te
mantém meio vivo e meio morto quando te vislumbro?

O precipicio é tao convidativo,tao acolhedor,porquê esperar mais pelo golpe final?

Estou de novo em pedaços,magoada e ferida no meu intimo porque nada fui,nada de mim teve significado,nunca deixei a minha marca ,nunca fui nada no teu espirito ,na tua alma ,no teu corpo e ser.Oh, como doi tanto ser exilada para sempre em refrigério,como doi ser exilada em indiferença.Sim o precipicio é belo e apaziguador,talvez lá bem na profundeza do interior da Terra eu consigo esquecer o som da tua voz,a suavidade do teu olhar,a calmia timida do teu ser e assim ouvir só espaços vazios na minha alma emlouquecida pela tua ausencia,pelo teu desamor ,pela tua cobardia... mas afinal quem fui? Quem era ? Quem sou agora para ti?

Uma imagem distorcida,uma imagem de medo e frustraçao,sim sou sou isso, nos espaços vazios que sao agora parte da minha vida!

Ãgora, só me resta esperar pelo golpe final e assim como uma tempestade no mar nunca mais te terei como o meu farol ,nunca mais te terei nem em sonho porque nao o permitiste. Assim, vogarei, vogarei para longe nos confins mais reconditos do mar para te esquecer envolta num so momento de felicidade,um so momento que nem o tempo nem o teu desencanto e decepçao me farao esquecer que um dia quase te toquei para sempre!



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